terça-feira, 30 de março de 2010

Twitter - Pra quem sabe usar, uma fonte de riqueza!

O que está na moda hoje são as redes sociais, principalmente as "instantâneas". Essa história de que o Orkut já acabou, poucas pessoas usam, o Twitter não é visto por quase ninguém e que o Facebook só serve pra jogar Farmville, é lenda.

Muitas empresas hoje acharam nas redes sociais um espaço para promoção e divulgação de marca e produtos G-R-A-T-U-I-T-O. A partir do momento que alguém cria uma comunidade como "Eu odeio RBD (Rebelde)", e simplesmente 192.726 pessoas fazem parte, é sinal que algo está errado. Com a disseminação da cultura social online, foram criadas táticas de monitoramento específicos para cada objetivo.

Todas as companias tem a "Rádio Peão", sem excessão. Esta "rádio" evoluiu para comunidades no orkut do tipo "Bota a boca no trombone e reclama!" e melhor, nem sempre é obrigatória a identificação. Já nas outras redes podem surgir comentários impertinentes a respeito de uma chefia, ou alguma insatisfação no ambiente de trabalho.

As maiores interessadas nos assuntos surgidos "por trás dos panos" são o RH e o Marketing. Para estar a par de grande parte deles (pois mesmo que uma única pessoa fizesse esse monitoramento 24h por dia, a rede é infinita, sempre surgirá algo novo a ser descoberto), as empresas estão se infiltrando de forma explanada ou não, nas redes sociais. A partir daí elas acompanham fóruns de discussão sobre problemas a serem resolvidos nas instalações da empresa, conseguem focar políticas motivacionais pré-estabelecendo um perfil por conta da descrição da pessoa na rede, e também deixando outros em situações constrangedoras.


Esta semana algumas notícias estouraram no Twitter, como por exemplo a do Diretor da Locaweb, Alex Glikas. A empresa fez um acordo com o time do São Paulo para ter sua marca na camisa tricolor por dois jogos, mas não contavam com a empolgação Corinthiana do Diretor Comercial. Após "twittar" alguns insultos contra o cliente, e ciente do erro, pediu desculpas e disse que o fato não aconteceria mais.

Já por outro lado, temos o bom exemplo da Virgin Air Lines, que descobriu através de sua área de marketing que haviam consumidores insatisfeitos com seus serviços, e com isso, expunham negativamente a marca nas redes sociais. Para minimizar a má fama, a empresa optou por usar o Twitter como ferramenta de SAC ao vivo 24h.  Desde seu lançamento o projeto é um sucesso e não tem prazo para acabar.

Em suma, as redes sociais online são ótimas armas a favor das marcas, mas se má utilizadas, podem abrir fogo contra o próprio atirador.

Dúvidas!? Críticas!? Sugestões?!

Obs: Me siga também no Twitter -> @louizemiranda

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Fonte: www.lancenet.com.br / orkut.com.br / twitter.com

terça-feira, 23 de março de 2010

Respondendo dúvidas!

Primeira dúvida do Blog: 


Brucostam - "Acho interessante ressaltar todos esses pontos citados em volta da marca SONY.

Porém a minha pergunta é: Será que realmente foram pensadas coisas como "Além disso o nome Sony é reconhecido e entendido mundialmente, pronunciado em todas as línguas e sem conotação cultural negativa." na hora da criação da marca?

Ao meu ver, uma marca tão antiga não deve ter tido esse tipo de estudo ao ser criada. Parece mais uma coisa que "deu certo".

Talvez também seja exatamente esse o ponto. que você quer abordar. Sua proposta é a de mostrar o quão importante seriam esses estudos prévios antes da escolha de uma marca nao é ? E não simplesmente ver se "vai dar certo"."



Bem, de fato algumas marcas não foram criadas com todas essas etapas pré estudadas. Fiquei alguns dias procurando exemplos para poder citar, e um que me pareceu muito pertinente foi da Pajero, da Mitsubishi. Em toda américa latina (menos no Brasil) e em alguns países da Europa o carro é chamado de Montero, pois a palavra Pajero tem conotação negativa para a língua.


Este caso é um exemplo do porquê a marca deve ser pensada desde sua criação como mundial. Se a Mitsubishi não tivesse percebido o grave erro, talvez ela não fosse bem vista nesses países e sua marca desvalorizasse.


No Brasil tivemos alguns casos de marcas de carro que não deram certo por causa do nome, como por exemplo, a Besta (um tipo van de 8 lugares).


Na Europa, outro exemplo seria com o Opel Ascona, que apesar de ser um carro campeão de rallys, os alemães na sua criação não procuraram saber o sentido do nome para portugueses e espanhóis.


Apesar de existirem marcas de carro ou de outros produtos que deram certo sem nenhum estudo prévio, minhas observações quanto a criação de uma nova marca são exatamente para minimizar esse erro, ou elimina-lo.


Espero ter ajudado.


Dúvidas!? Sugestões?! Críticas!?


Fonte: http://obviousmag.org/archives/2009/10/nomes_carros_infelizes.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oportunidade? Agarre-a!

Estamos nos aproximado da data mais engordativa do ano, a Páscoa. O que para uns é só mais um domingo em que todo o sentido religioso é aflorado, com introspecção e pensamento no sentido da vida, para outros não passa de um feriado prolongado com uma ótima oportunidade para viajar e comer chocolate.

As empresas são movidas por pessoas, e essas pessoas ficam de olho no movimento do mercado. Pensando nisso as indústrias de chocolate aumentam sua produção, contratam pessoal temporário e produzem a todo vapor. A ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) afirma que é a segunda melhor época do ano para se vender (na frente, só o Natal). O esperado é um crescimento de 8,8% nas vendas de peixes, chocolates e afins em relação ao ano passado.

As indústrias enxergam as datas comemorativas tanto regionais como nacionais como oportunidades de introdução de novos produtos ou de temporários para incremento de vendas. A Lacta, da Kraft, é uma das que mais investe nesse período, e para isso, se prepara por até 18 meses para o grande dia. Este ano a empresa lançará mais 16 novidades que agradarão os chocólatras, entre eles, o ovo de páscoa do Chicabon. (em parceria com a Unilever).

A Nestlé também não perdeu tempo, e nessa páscoa ela traz a caixa de bombom do chocolate Alpino. Este produto terá edição limitada somente para este período. A Mars também inovou com a edição especial do M&M's, em versão chocolate branco.

A vantagem de buscar a aproximação do público com novos produtos em datas estratégicas é que ela pode servir como um teste, tanto para aprovação quanto para melhorias com o produto. Muitas empresas pensam assim, e obtém sucesso posteriormente.

Dúvidas?! Críticas?! Sugestões?!

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Fontes: M&M online, Mundo do Marketing.

terça-feira, 16 de março de 2010

Amor a primeira vista - O nome.

De fato, em algum momento, todo mundo já experimentou uma marca que nunca havia nem se quer ouvido falar. E o que nos leva a essa ação? Diversos fatores influenciam na decisão da compra, seja ela de bens duráveis ou não. Uma pesquisa realizada pela OgilvyAction, em 2007, identificou que aproximadamente 40% das decisões de compra de produtos de supermercado são tomadas no ponto de venda. Para que a marca seja "a escolhida" ela deve preencher alguns quesitos: embalagem atraente (para que se destaque na gôndola), preço diferenciado (ainda há a percepção de que produtos muito baratos não tem tanta qualidade como os de preço médio e alto) e um nome forte (auto-suficiente para as vendas, de preferência).


Por exemplo, não seria atraente aos olhos do consumidor uma massa com nome de "São João da Serra". As pessoas esperariam algo que remetesse a cultura italiana, logo, algo como "Spiaggia" venderia por si só, muito mais do que a citada anteriormente, mesmo que esta palavra signifique praia em português.


Bons nomes foram criados a partir de estratégias de:


  • Relevância, significado, as pessoas devem remeter a palavra a usabilidade do produto, ou a origem;
  • Diferenciação, distinto da concorrência;
  • Memorável, de forma que as pessoas identifiquem o produto pela sua marca;
  • Adaptável, com a globalização as empresas estão se tornando multinacionais, e o nome deve poder ser lido, entendido e pronunciado em qualquer língua, sem interferir na cultura;
  • Transferível, pois muitas empresas hoje não pensam como vai ser no futuro, se outros produtos surgirem no guarda-chuva da marca, dará muito mais trabalho mudar o nome se este já não for criado com tal possibilidade;
  • VisualSonoro, pois palavras com escrita complicada, muitos graves ou agudos no som, distanciam o consumidor na hora da compra;
  • Positivo, não pode ser uma palavra deprimente, que deixa o consumidor triste, desanimado, afinal, o ato de comprar nem sempre é prazeroso, mas devemos torna-lo o máximo possível.
Pierce e Lacan categorizaram a interpretação dos nomes em 3 tipos: Real (denotativos, racionais, informativos), Simbólico (conotativo, sugestivo, associável) e Imaginário (fantasioso, emocional, sensorial). Independente de qual categoria se encontrar um nome, ele deve preencher todos os quesitos citados anteriormente.

Uma marca forte não é sustentada apenas pelo nome. Mas seu contato inicial com o mercado vai ser através dele, e a primeira impressão é sempre a que fica.

Dúvidas?! Críticas?! Sugestões?!

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Fontes - Apostila de Idetidade Visual do MBC da FGV, prof Odmar Almeida; Site Blue Bus.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Análise - Sony







A primeira marca a ser analisada é a Sony.
  • Breve histórico: Empresa multinacional de origem japonesa que, além de fabricar produtos eletrônicos, hoje produz entretenimento através de estúdios de cinema, som e canais de televisão.
  • Identidade da marca: Sony é um Logotipo (não há Brandmark - ilustração - a marca é o nome do produto).
  • Nome: O nome Sony é uma marca de Composição, que surgiu a partir da combinação de duas palavras: a latina sonus (som, sônico) e sonny boy (expressão popular utilizada no Japão que significa pessoa jovem, com espírito livre e pioneiro).
  • Tagline: Make.Believe.
  • Cores: Preto e Branco.

Para a marca ser considerada forte são analisadas algumas características, como por exemplo, a simplicidade. A Sony é uma marca simples, sem formas difícies de serem desenhadas. Ela é escalável, pois tanto aumentada quando reduzida, conseguimos identificar que o produto é Sony. A sua fonte é uma espécie de Times CY, com serifa e um pouco mais achatada. Normalmente a serifa não é indicada para logotipos, mas neste caso a empresa soube espaçar bem as letras e usar cores que não interferiram na leitura espectador. A marca ficou clean. O contraste ficou bem definido e a cor preta, predominante na marca, passa a percepção de sofisticação, luxo, atinge exatamente o nicho de Mercado pretendido (A,B,C++).
Além disso o nome Sony é reconhecido e entendido mundialmente, pronunciado em todas as línguas e sem conotação cultural negativa. É distinta, sem relação com outras marcas, memorável, tem boa sonoridade e é positiva.

O Tagline também é de extrema importância para a marca, pois ele deve resumir a idéia inicial. Atualmente a Sony está usando o Make.Believe (Faça.Acredite). O tagline deve ser estratégico, explicitando a proposta de valor da marca, sendo diferente dos concorrentes, relevante e crível para o consumidor. Este tagline está de acordo com todas as características essenciais que deve conter, inclusive ele é curto, não tem conotações negativas e é provocador. Quando a idéia de Make.Believe é transmitida, o público entende que a marca passa confiança, estimula o novo, apóia moralmente o lutador, o que "corre atrás".

O único ponto fraco da Sony é o Look&feel. Suas atividades sensorais não são muito bem trabalhadas. Em 2008 foi planejado o lançamento das lojas-conceito, o que deu certo, mas a experiência sentida pelos clientes não elevou o Brand Equity (conjunto de ativos tangiveis e intangiveis que residem na mente de cada consumidor a respeito de um produto, de um serviço ou uma empresa – Odmar Almeida) de forma relevante

A conclusão que podemos chegar é que a Sony tem uma marca forte, que foi bem planejada ao logo de seus 64 anos de existência. No ano de 2009 a Sony ficou em 18˚ lugar no ranking das marcas de tecnlogia mais valiosas do mundo. Mas apesar disso, ainda tem pontos a trabalhar para gerar mais valor a marca.

Dúvidas?! Críticas?! Sugestões?! Opiniões?!

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Att,

quinta-feira, 11 de março de 2010

Afinal, o que é Branding!?!?!

Depois de tanto escutarmos sobre Branding, afinal, o que é Branding??

"Branding é como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca." - Wikipédia.

O estudo de Branding serve para que a empresa trabalhe sobre a percepção da marca pelo mercado com o objetivo de que este passe a ser fiel e defensor da mesma.

Em outras palavras, é a impressão que o público tem da marca, seja ela positiva ou negativa. Garantia de qualidade, destaque entre as concorrentes, durabilidade, etc, são alguns exemplos de onde um estudo de Branding pode interferir.

O Branding não é praticado somente com foco nos consumidores, mas também com os clientes internos. Um funcionário motivado, entendido sobre a cultura da empresa e seus valores, reflete para todos a imagem pretendida por ela.

Sabemos que a estratégia de Branding deu certo quando o target passa a fazer associações positivas com o produto/marca, quando esta associação passa a interferir no processo de compra e quando o cliente começa a criar expectativas antes mesmo de conhecer o produto/marca. A partir do momento em que a imagem da empresa fica clara para o mercado, é possível saber qual a visão do cliente perante um produto/marca, facilitando o entendimento para gerar artifícios que superem o mínimo esperado pelo consumidor

Com um Branding bem trabalhado o Brand Equity aumenta, valorizando ainda mais,  financeiramente, a empresa.

E amanhã daremos início a primeira marca a ser avaliada, não perca!

Dúvidas? Críticas? Sugestões?
Comente!

Programação do conteúdo.

Durante minha aula super produtiva no curso comecei a montar o plano do conteúdo do Blog. Cada dia da semana haverá um tema ou uma novidade, como segue a ordem abaixo:


  • Terça - feira: Assuntos sobre branding;
  • Quarta - feira: Assuntos sobre branding;
  • Quinta - feira: Assuntos sobre branding;
  • Sexta - feira: Demonstração de exemplos.

A demonstração de exemplos vai ser algo como a análise de uma marca. Neste dia os visitantes poderão participar mandando marcas próprias, ou não, além de comentar e tirar dúvidas. (Para que a marca possa ser analisada peço que seja enviada até terça -feira para o e-mail louizemiranda@yahoo.com.br com a logo em jpeg e um breve histórico da empresa).

Nos demais dias conto com a participação e opinião de todos para que cada vez mais o assunto fique interessante.

Sugestões? Críticas? Elogios?

Lembrando que nada disso é rigidamente fixo. Tudo pode ser adaptado.

Att.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O começo de tudo!

Boa tarde,

Meu nome é Louize Tuy Miranda, sou do Rio de Janeiro, tenho 24 anos, sou formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Rio e estou cursando um MBA em Comunicação Empresarial na FGV-SP.

Sou adepta a prática do Branding nas empresas, independentemente do porte ou do ramo.

Acredito que a maioria das empresas Brasileiras não estejam atentas a pequenos detalhes na sua marca que poderiam fazer com que elas triplicassem de tamanho em pouco tempo.

Nas postagens falarei sobre etapas de um bom branding, brandbook, como criar uma marca forte, etc.

Estarei sempre aberta a dúvidas, sugestões de temas, fóruns, e consultorias offline.

Espero que gostem!

Att.

Louize Tuy Miranda