terça-feira, 16 de março de 2010

Amor a primeira vista - O nome.

De fato, em algum momento, todo mundo já experimentou uma marca que nunca havia nem se quer ouvido falar. E o que nos leva a essa ação? Diversos fatores influenciam na decisão da compra, seja ela de bens duráveis ou não. Uma pesquisa realizada pela OgilvyAction, em 2007, identificou que aproximadamente 40% das decisões de compra de produtos de supermercado são tomadas no ponto de venda. Para que a marca seja "a escolhida" ela deve preencher alguns quesitos: embalagem atraente (para que se destaque na gôndola), preço diferenciado (ainda há a percepção de que produtos muito baratos não tem tanta qualidade como os de preço médio e alto) e um nome forte (auto-suficiente para as vendas, de preferência).


Por exemplo, não seria atraente aos olhos do consumidor uma massa com nome de "São João da Serra". As pessoas esperariam algo que remetesse a cultura italiana, logo, algo como "Spiaggia" venderia por si só, muito mais do que a citada anteriormente, mesmo que esta palavra signifique praia em português.


Bons nomes foram criados a partir de estratégias de:


  • Relevância, significado, as pessoas devem remeter a palavra a usabilidade do produto, ou a origem;
  • Diferenciação, distinto da concorrência;
  • Memorável, de forma que as pessoas identifiquem o produto pela sua marca;
  • Adaptável, com a globalização as empresas estão se tornando multinacionais, e o nome deve poder ser lido, entendido e pronunciado em qualquer língua, sem interferir na cultura;
  • Transferível, pois muitas empresas hoje não pensam como vai ser no futuro, se outros produtos surgirem no guarda-chuva da marca, dará muito mais trabalho mudar o nome se este já não for criado com tal possibilidade;
  • VisualSonoro, pois palavras com escrita complicada, muitos graves ou agudos no som, distanciam o consumidor na hora da compra;
  • Positivo, não pode ser uma palavra deprimente, que deixa o consumidor triste, desanimado, afinal, o ato de comprar nem sempre é prazeroso, mas devemos torna-lo o máximo possível.
Pierce e Lacan categorizaram a interpretação dos nomes em 3 tipos: Real (denotativos, racionais, informativos), Simbólico (conotativo, sugestivo, associável) e Imaginário (fantasioso, emocional, sensorial). Independente de qual categoria se encontrar um nome, ele deve preencher todos os quesitos citados anteriormente.

Uma marca forte não é sustentada apenas pelo nome. Mas seu contato inicial com o mercado vai ser através dele, e a primeira impressão é sempre a que fica.

Dúvidas?! Críticas?! Sugestões?!

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Fontes - Apostila de Idetidade Visual do MBC da FGV, prof Odmar Almeida; Site Blue Bus.

Um comentário:

  1. Você conseguiria citar exemplos de marcas que "mudaram de nome" e continuaram fortes?

    Se não me engano acho que foi o Omo (sabão em pó) que mudou de nome e continuou líder de mercado. Talvez tenha até melhorado seu mercado depois da troca de nome.

    Outros exemplos que eu gostaria de ver (talvez apenas curiosidade) seriam de marcas "escrotas" como "São João da Serra" que fizeram sucesso. Que tal "Arroz tio joão"?

    O que você teria a falar sobre esses casos.

    Acho interessante que você fizesse uma análise nesses também.

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