segunda-feira, 24 de maio de 2010

Megatendências - Prof. Berenice Ring

O mundo muda a cada segundo. Podemos observar isso quando entramos no mercado. Antes o que era vendido por quilo, agora é vendido por porções individuais e coletivas. O famoso talento de ir para a cozinha e produzir um belo jantar se reduziu ao microondas que em 3 minutos você tem refeições para famílias inteiras instantâneas. E o fast food está perdendo lugar para comidas orgânicas, de soja, sem gosto porém, muito mais saudáveis. É o fim do mundo!


Onde vamos parar? Todos os produtos e serviços em constantes mudanças/adaptações. O BigMac já tem como acompanhamento cenourinhas! E a bolsa de couro de cobra já é recriminada ao invés de admirada. Antigamente eram apenas tendências ao consumo sustentável, hoje virou vício. Seria mesmo um vício? Ou uma moda passageira? Isto tem nome: Megatendência.


Berenice Ring (@berenicering), professora da FGV de Gestão e Planejamento de Comunicação do curso de MBC separou em 2 as Megatendências: Indivíduo Consciente e Sustentabilidade. Ela afirma que “Megatendências são tendências que transbordam fronteiras de países e continentes e chegam a durar até 50 anos”. No fim das contas, tudo está direcionado a preservação do planeta e dos bens que ele nos oferece.


Sobre as duas megatendências, cada uma delas tem suas características particulares:


O Indivíduo Consciente se preocupa com o lado saudável da vida. Em primeiro lugar está o bem estar. Não adianta só ter o emprego dos sonhos se este prejudica sua rotina de esportes, convivência com a família e amigos e não respeita seus horários de descanso. A alimentação deste ser é diferenciada, com ênfase em verduras e coisas naturais e orgânicas, e com escassez de gorduras e frituras. O convívio com a natureza também é um fator importante para este indivíduo. Passeios em parques, atividades ao ar livre e momentos de relax estão em sua lista de prioridade.


A outra megatendência é a Sustentabilidade. Nesse pilar é destacado as construções verdes, prédios e casas com energia solar, adaptados com materiais orgânicos e próximos a natureza. Além disso, este ser pesquisa sobre o passado e presente de uma empresa antes de aplicar dinheiro sobre ela. É investigado o nível de destruição do meio ambiente proporcionado, as atividades para balancear as agressões a matéria prima e outras ações de responsabilidade social e ambiental. Além desses, o indivíduo se vê como um representante da natureza em seu local de trabalho. É importante para ele que haja reciclagem de papel, coleta seletiva, campanhas de preservação e orientação sobre o fim dos recursos naturais em seu ambiente de trabalho. E mais do que isso, ele deve ver com seus próprios olhos que esses projetos são de fato cumpridos.


As marcas que não adaptarem seus produtos/serviços a essas "novas" tendências ficarão para trás. O que de nova não tem nada, esses hábitos que também, na minha opinião, já deixaram de ser tendência e viraram práticas presentes há um certo tempo.


Dúvidas?! Críticas!? Sugestões?!


Comente!




Fontes: Apostilas da FGV, Twitter da Berenice

quinta-feira, 6 de maio de 2010

There's nothing wrong with technology, it happens with who use it,and design.













Esperei o dia mais apropriado para postar, e encontrei.

Hoje estive presente em um super evento. Foi a 4ª edição do Inspiração que teve como tema Os Gênios do Varejo. A sequência de palestras se deu hoje e teve início por volta das 9 horas da manhã e encerrou às 14 horas com um brunch. O foco do evento era apresentar as grandes ideias e experiências vindas de profissionais líderes do varejo. 

Entre os palestrantes, Oscar Peña - Diretor Global Sênior para Philips Design e inovação, Lincoln Seragini (@Seragini) - Meu professor do MBA da FGV-SP e quem proporcionou a minha ida a palestra me levando como convidada, sócio da empresa Seragini Farné Guardado, entre outros títulos, Phillip Rosenzweig - responsável pelo desenvolvimento do varejo do grupo Armani, Manoel Alves - Presidente da FAL (Design Estratégico para Varejo) e Marimoon (@Marimoon) - VJ da MTV e blogueira.

A frase que intitula o post foi falada por Oscar Peña durante a sua palestra, no momento em que era apresentado um PPT com PDV's que tinham a lâmpada de led como estratégia de direcionamento de venda. A tecnologia não está errada, mas sim, quem a usa, e o design. Mas ela me chamou atenção mesmo quando o Seragini, em sua apresentação, mostrou que a Trilogia Empreendedora anunciou que a tecnologia não é mais um limite para novos produtos/serviços. O tripé já previa que a inovação seria um item valioso, uma vez que facilmente a tecnologia é descoberta, virando uma commodity. A famosa era da tecnologia nada mais é do que a era da Inovação.

A marca visionária é aquela que consegue se desenvolver ao longo de sua vida artifícios que a renovem. Todas as marcas tem um ciclo de vida determinado, e quando ele chega na fase de declínio ela deve se reiventar. Além disso, ser visionário é enxergar a longo prazo, não esperar resultados instantâneos, ser pioneiro, antecipar a necessidade do consumidor.

A Gestão Sustentável é orientar a sociedade de forma a não acabar com os recursos naturais de determinada área, dando principalmente o exemplo com programas sociais e de responsabilidade ambiental. E mais, a implementação da cultura sustentável dentro da empresa. É fazer com que cada colaborador se sinta responsável por suas ações de forma que não prejudique a natureza.

A inovação é fundamental para qualquer marca. Sem ela as chances da marca não sobreviver são altíssimas. Uma empresa que não desenvolve novidades para o mercado acaba sendo esquecida, pois logo surge algo que chama atenção dos consumidores e a percepção sobre esse produto acaba sendo diminuída. Salvos algumas excessões, de marcas que foram fortemente trabalhadas e conseguiram atingir o nível máximo de relacionamento com o consumidor (espiritual), como por exemplo a Maizena (Unilever) e a Farinha de Trigo Dona Benta.

O "E", na interseção dos três círculos significa Empreendedorismo. Essa palavra que está na moda começou a aparecer como bordão no mercado por volta de 2006. Ela é nada mais do que o conjunto das três características demonstradas na figura acima. As empresas que tiverem olhares voltados para o tripé certamente se depararão com uma personalidade empreendedora, que visa o futuro, inova, se diferencia das demais e pratica sustentabilidade.

Para que uma marca se sustente com apenas um pé da trilogia ela deve ultrapassar as barreiras de contato com o consumidor.



Quando uma marca surge, primeiro estágio, ele logo quer se tornar conhecida, para que os olhos dos consumidores a vejam e o façam pensar sobre o que ela significa. No segundo estágio a marca passa a ser admirada ela já ocupa um lugar diferente: Ela fica na mente do cliente. Assim, facilmente lembrada, começa a ser associada a experiências. Quando a marca passa a ser desejada ela já ocupa um lugar privilegiado no consumidor: O coração. Nesse terceiro estágio a marca começa a ter uma relação emocional com o cliente. Aflorando sentimentos como a saudade, ela passa a ter significado concreto. No quarto e último estágio a marca é comprada, há conversão, e o consumidor se torna um advogado da marca.

A prática da sustentabilidade, hoje em dia, é básica para qualquer empresa. Os consumidores estão cada vez mais de olho nos programas sociais e ambientais das marcas, e com isso, estão criando um novo critério de preferência: produtos sustentáveis, ou de empresas ambientalmente corretas.

Mas este é um tema para o próximo post.



Dúvidas?! Críticas?! Sugestões?!

Comente!

Fonte: Apostilas da FGV, conteúdo das palestras no evento Inspiração 2010.